quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Plano de aula para crianças com deficiencia auditiva


. Introdução

           

            As atividades propostas no plano de aula a seguir será aplicada para uma turma de 1º ano do Ensino Fundamental regular, onde é trabalhado o bilingüismo. Os alunos da classe tem um conhecimento básico em LIBRAS, destacando, porém, os alunos surdos que a tem como língua materna.

 

 

2. Conteúdo

 

            Serão aplicadas três atividades que trabalharão alguns eixos.

 

2.1.        Atividade 1: Escrita dos nomes de animais

 

Língua Portuguesa: escrita do próprio nome (completo), letra de forma, formação de palavras, lista de palavras, coordenação motora global;

Ciências: animais;

Educação Física: conhecimento sobre o corpo, atividade expressiva (expressão corporal)

Arte: pintura;

 

2.2.        Atividade 2: Jogo da Memória de Frutas

 

Língua Portuguesa: reconhecimento da formação das palavras, reconhecimento de palavras, identificação das letras, leitura;

Matemática: números naturais de 0 a 5, contagem, quantificação, comparação, sequência, leitura, cálculo mental, situação problema, noção de posição, forma geométrica;

Ciências: alimentos saudáveis;

Educação Física: conhecimento sobre o corpo, atividade expressiva (expressão corporal), jogo cognitivo;

Arte: expressão corporal;

 

2.3.        Atividade 3: Chico Bento em Passeio no Shopping – Vídeo

 

Língua Portuguesa: gênero textual (história em quadrinhos);

História: hábitos familiares, costumes e tradições, profissões, culturas diferenciadas;

Ciências: meio ambiente;

Geografia: diferentes tipos de moradia, paisagem natural e modificada;

 

 

3. Estratégias

 

            Devemos considerar a presença de um surdo como fato determinante para o planejamento e aplicação das atividades. A estratégia usada na primeira atividade busca estimular cognitivamente tanto os alunos sem nenhuma deficiência, como também os alunos surdos, relacionando a escrita portuguesa com a LIBRAS.

            Já na segunda a língua portuguesa não deixa de aparecer, porém o destaque está na LIBRAS, que é fundamental no jogo. Devemos visar a inclusão ensinando a LIBRAS para todos os alunos que terão capacidade de dialogar com o colega surdo sem maiores problemas.

            Por fim, a terceira atividade deve ser constantemente explorada por alunos e professores do 1º ano, a contagem de história, além de despertar novas descobertas pelo próprio aluno ela instiga a curiosidade pela leitura. Contar histórias e fundamental para a escrita e é a base para que futuramente o aluno consiga interpretar textos mais complexos.

           

 

4. Forma de Avaliação

 

            A avaliação acontecerá constantemente, a análise da escrita realizada na primeira atividade pode ajudar a reconhecer em que fase da escrita o aluno se encontra e assim o professor será capaz de se planejar melhor. Na segunda atividade a avaliação será por sondagem, observando o tempo de assimilação do aluno.

 

 

5. Bibliografia

 

Portal do MEC. Acesso em 29 de Julho de 2012, as 11:55. <http://portal.mec.gov.br/seesp/arquivos/pdf/port_surdos.pdf>

 

FRANK, Ana Carolina. “Blog da Ana Carolina, Pedagoga Surda”. Acesso em 30 de julho de 2012, as 08:33. <http://anacarolinafrank.blogspot.com.br/2012/01/sinais-de-libras-animais.html>

 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012



Essas atividades foram realizadas com crianças Deficientes Intelectuais, e autistas.

sábado, dezembro 17, 2011


Atividades Pedagógicas de Cores e Formas Geométricas para autistas


 Não é tão simples ensinarmos cores e formas geométricas para alunos com autismo, porém é possível desenvolver este aprendizado de maneira didádica e prazerosa.
As cores e formas geométricas já na Educação Infantil fazem parte do currículo escolar dentro do conteúdo de matemática. Este conteúdo faz parte do nosso dia-a-dia por isso é tão importante ensinarmos aos nossos pequenos. Quando trabalhamos cores estamos também ensinando a criança a classificar. E o ato de aprendermos a classificar a partir das cores faz com que a criança perceba no mundo e na natureza os pequenos detalhes da beleza da vida. A idéia é fazer com que o aluno com autismo consiga generalizar este aprendizado e servirá de porta de entrada para outras vias do conhecimento.

Esta atividade ensina as cores primarias como o azul, vermelho, amarelo e verde com materiais de tampa de diversas garrafas inclusive a de Pet. As formas geométricas são trabalhadas com tampinhas de pet e palitos de picolé de plásticos coloridos. De forma intuitiva o aluno, logo de início consegue entender a atividade.

Eu realizei com crianças com Deficiencia Intelectual, e eles gostaram bastante.

quinta-feira, 27 de setembro de 2012

ATIVIDADES PSICOPEDAGOGICAS

Realizar essa atividade com o alfabeto móvel, sempre estimulando a formação da palavra toda, destacando as vogais que aparecem, na mesma, realizar a formação de sílabas.

domingo, 27 de maio de 2012

Escolarização de deficientes Auditivos

Concluímos que com a oficialização da língua brasileira de sinais começaram a se abrir novos caminhos para o surdo.
A criança que adquiri as libras, se tornara capaz de significar o mundo, a língua de sinais representa um papel expressivo na vida do sujeito surdo, conduzindo-o por intermédio de uma língua estruturada ao desenvolvimento pleno.
Essa língua fornece para a criança surda a oportunidade de aquisição de linguagem e conhecimento do mundo e de si mesma.
O bilingüismo possibilita ao surdo aprender a língua que faz parte da comunidade surda, respeitando as particularidades da criança surda estabelecendo suas capacidades como meio para essa criança realizar seu aprendizado.
A educação bilíngüe para os surdos busca a aceitação da surdez sem almejar transformações culturais e de identificação do sujeito surdo.
Portanto hoje não se pode mais negar aos surdos o direito de ser parte integrante e participativa da nossa sociedade.
Todo sujeito precisa interagir com seu meio apropriar-se de sua cultura e de sua historia e formar sua identidade por intermédio do convívio com outros.

terça-feira, 1 de maio de 2012

O papel do professor na Educação Especial

Comete grande equívoco quem pensa que o ato de incluir-se, o esforço de socializar-se, está restrito aos portadores de necessidades especiais. Avaliando todo o nosso processo de vida, desde o ventre materno à velhice, todos nós estamos em constante movimento de inclusão.
Quando rompemos a vida intra-uterina e despertamos no nascimento, passamos imediatamente a ser incluídos. No primeiro momento, em nosso núcleo familiar. Aos poucos, todos ao redor terão que se adaptar à chegada de mais um, que, diga-se de passagem, muda toda uma rotina. Depois, temos que lutar para que sejamos incluídos nos grupos com os quais desejamos interagir.
Lutar para nos incluir numa escola, num curso, na turma do clube, no time de futebol, nos grupos religiosos… Mais tarde, nas turmas do cursinho, na turma dos programas de fim de semana… Temos que nos incluir, também, na turma do computador e logo logo teremos que nos incluir na vida profissional, ensinar por nosso esforço e dedicação que somos capazes, que a sociedade pode nos confiar a tarefa e execução da proposta profissional. Temos assim que nos incluir no mundo, para que vivamos, nos socializemos e cresçamos a partir dessa convivência.
Ainda existem as inclusões relativas a cada indivíduo, aquelas que vão acontecendo paralelamente a todas as já citadas. Incluir-nos no paradigma de beleza construído pala sociedade, nos padrões da moda de cada estação… É o “feio” que precisa ser incluído no universo dos “bonitos”, o idoso que precisa incluir-se numa sociedade que demonstra que, cada vez mais, não está preparada para abraçar seus “velhos”, o analfabeto que precisa incluir-se numa sociedade de signos, nem sempre fáceis de serem decifrados…
Inclusão, inclusão, inclusão…
É de inclusão que se vive a vida. Para Paulo Freire, é assim que os homens aprendem, em comunhão. “O homem se define pela capacidade e qualidade das trocas que estabelece” e isso não seria diferente com os portadores de necessidades especiais.
Inseridos numa sociedade que exige saber conviver para sobreviver, necessitamos cada vez mais nos esforçar para garantir a inclusão deles, desde os primeiros anos de idade, em todos os espaços sociais, e a escola não está à parte desse espaço.
É fato que ao longo da vida, em nossas tantas lutas adaptativas, encontramos pessoas que nos facultam apoio e formação, seja de caráter ou de conhecimento teórico, para seguirmos nosso caminho. Não poderia ser diferente na educação formal. Assim, é que no âmbito escolar – em sala de aula, no pátio, no refeitório, enfim, em cada parte -, o professor tem papel decisivo e de imensa responsabilidade nesse processo.
Não basta que haja numa escola a proposta de inclusão, não basta que a arquitetura esteja adequada. É claro que estes são fatores favoráveis, mas não fundamentais. É preciso que o coração esteja aberto para socializar-se e permitir-se interagir. E, como quem semeia com o tesouro do conhecimento, que refaz e constrói, é o professor que alavancará os recursos insubstituíveis para uma educação inclusiva de qualidade.
Para isso, portanto, seu coração também precisa estar aberto. Ele igualmente terá que acreditar e se ver em processo de inclusão permanente, terá que criar e recriar oportunidades de convivência, provocar desafios de interação e aproximação, estabelecer contatos com os diversos e distintos saberes, planejando de forma flexível, mas objetiva, entendendo que a comunhão, a busca do semelhante e o reconhecimento de que ninguém detém um saber, favorecem a troca, a parceria e a segurança de uma inclusão com qualidade.